segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

TEXTOS RELACIONADOS A TEMÁTICA-NOME


 NOME DA GENTE

EU NÃO GOSTO DO MEU NOME
NÃO FUI EU QUEM ESCOLHEU.
EU NÃO SEI PORQUE SE METEM
COM UM NOME QUE É SO MEU.

O NENÊ QUE VAI NASCER
VAI CHAMAR COMO O PADRINHO
VAI CHAMAR COMO O VOVÔ
MAS NINGUÉM VAI PERGUNTAR
O QUE PENSA O COITADINHO.

FOI MEU PAI QUEM DECIDIU
QUE O MEU NOME FOSSE AQUELE
ISSO SO SERIA JUSTO
SE EU ESCOLHESSE O NOME DELE.

QUANDO EU TIVER UM FILHO
NÃO VOU POR NOME NENHUM
QUANDO ELE FOR BEM GRANDE
ELE QUE PROCURE UM.
(PedroBandeira)


Gente Tem Sobrenome
Toquinho
Todas as coisas têm nome
Casa, janela e jardim

Coisas não têm sobrenome
Mas a gente sim

Todas as flores têm nome
Rosa, camélia e jasmim
Flores não têm sobrenome
Mas a gente sim

O Chico é Buarque, Caetano é Veloso
O Ari foi Barroso também
E tem os que são Jorge, tem o Jorge Amado
Tem outro que é o Jorge Ben

Quem tem apelido, Dedé, Zacarias
Mussum e a Fafá de Belém
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também

Todo brinquedo tem nome
Bola, boneca e patins
Brinquedos não têm sobrenome
Mas a gente sim

Coisas gostosas têm nome
Bolo, mingau e pudim
Doces não têm sobrenome
Mas a gente sim

Renato é Aragão, o que faz confusão
Carlitos é o Charles Chaplin
E tem o Vinícius, que era de Moraes
E o Tom Brasileiro é Jobim

Quem tem apelido, Zico, Maguila
Xuxa, Pelé e He-man
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também

MARCELO, MARMELO, MARTELO.

Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
- Papai, por que é que a chuva?
-Mamãe, por que é que o mar não derrama?
- Vovó, por que é que o cachorro tem quatro pernas?
As pessoas grandes às vezes respondiam. Às vezes, não sabiam como responder.
-Ah, Marcelo, sei lá...
Uma vez, Marcelo cismou com o nome das coisas:
- Mamãe, por que é que eu me chamo Marcelo?
- Ora, Marcelo foi o nome que eu e seu pai escolhemos.
- E por que é que não escolheram martelo?
-Ah, meu filho, martelo não é nome de gente! É nome de ferramenta...
- Por que é que não escolheram marmelo?
 - Porque marmelo é nome de fruta, menino!
- E a fruta não podia chamar Marcelo, e eu chamar marmelo?
No dia seguinte, lá vinha ele outra vez:
- Papai, por que é que mesa chama mesa?
- Ah, Marcelo, vem do latim.
- Puxa, papai, do latim? E latim é língua de cachorro?
- Não, Marcelo, latim é uma língua muito antiga.
- E por que é que esse tal de latim não botou na mesa nome de cadeira, na cadeira nome de parede, e na parede nome de bacalhau?
-Ai, meu Deus, este menino me deixa louco!
Daí a alguns dias, Marcelo estava jogando futebol com o pai:
-Sabe, papai, eu acho que o tal de latim botou nome errado nas coisas. Por exemplo, por que é que bola chama bola?
- Não sei, Marcelo, acho que bola lembra uma coisa redonda, não lembra?
-Lembra, sim, mas ... e bolo?
- Bolo também é redondo, não é?
- Ah, essa não! Mamãe vive fazendo bolo quadrado...
O pai de Marcelo ficou atrapalhado.

E Marcelo continuou pensando:
“Pois é, esta tudo errado! Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é a mulher do bolo? E bule? E belo? E Bala? Eu acho que as coisas deviam ter o nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também, agora, eu só vou falar assim”.
 Logo de manhã, Marcelo começou a falar sua nova língua:
- Mamãe, quer me passar o mexedor?
- Mexedor? Que é isso?
- Mexedorzinho, de mexer café.
- Ah, colherinha, você quer dizer.
- Papai, me dá o suco de vaca?
- Que é isso menino?
- Suco de vaca, ora! Que está no suco-da-vaqueira.
- Isso é leite, Marcelo. Quem é que entende este menino

O pai de Marcelo resolveu conversar com ele:
- Marcelo, todas as coisas têm um nome. E todo mundo tem que chamar pelo mesmo nome porque, senão, ninguém se entende...
- Não acho, papai. Por que é que eu não posso inventar o nome das coisas?
 - Deixe de bobagens, menino! Que coisa mais feia!
- Esta vendo como você entendeu, papai? Como é que você sabe que eu disse um nome feio?
O pai de Marcelo suspirou:
- Vá brincar, filho, tenho muito que fazer...
Mas Marcelo continuava não entendendo a história dos nomes. E resolveu continuar a falar, à sua moda. Chegava em casa e dizia:
- Bom solário pra todos...
O pai e a mãe de Marcelo se olhavam e não diziam nada. E Marcelo continuava inventando:
Sabem o que eu vi na rua? Um puxadeiro puxando uma carregadeira. Depois, o puxadeiro fugiu e o possuidor ficou danado.

A mãe de Marcelo já estava ficando preocupada. Conversou com o pai:
- Sabe, João, eu estou muito preocupada com o Marcelo, com essa mania de inventar nomes para as coisas... Já pensou, quando começarem as aulas? Esse menino vai dar trabalho...
- Que nada, Laura! Isso é uma fase que passa. Coisa de criança...
 Mas estava custando a passar...
Quando vinham visitas, era um caso sério. Marcelo só cumprimentava dizendo:
- Bom solário, bom lunário... – que era como ele chamava o dia e a noite.
E os pais de Marcelo morriam de vergonha das visitas.
 Até que um dia...
O cachorro do Marcelo, o Godofredo, tinha uma linda casinha de madeira que
Seu João tinha feito para ele. E Marcelo só chamava a casinha de moradeira, e o cachorro de Latildo.
E aconteceu que a casa do Godofredo pegou fogo. Alguém jogou uma ponta de cigarro pela grade, e foi aquele desastre!
 Marcelo entrou em casa correndo.
- Papai, papai, embrasou a moradeira do Latildo!
O quê, menino? Não estou entendendo nada!
 - A moradeira, papai, embrasou...
- Eu não sei o que é isso, Marcelo. Fala, direito!
- Embrasou tudo, papai, está uma branqueira danada!
Seu João percebia a aflição do filho, mas não entendia nada...
Quando seu João chegou a entender do que Marcelo estava falando, já era tarde.
A casinha estava toda queimada. Era um montão de brasas.
O Godofredo gania baixinho...
E Marcelo, desapontadíssimo, disse para o pai:
- Gente grande não entende nada, mesmo!
 Então a mãe do Marcelo olhou pro pai do Marcelo.
E o pai do Marcelo olho pra mãe do Marcelo.
E o pai do Marcelo falou:
- Não fique triste, meu filho. A gente faz uma moradeira nova pro Latildo.
E a mãe do Marcelo disse:
É sim! Toda branquinha, com a entradeira na frente e um cobridor bem vermelhinho...
 E agora, naquela família, todo mundo se entende muito bem.
O pai e a mãe do Marcelo não aprenderam a falar como ele, mas fazem força pra entender o que ele fala.
E nem estão se incomodando com o que as visitas pensam...
 ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. Rio de Janeiro: Salamandra consultoria Editorial S.A, 1976.


SEQUÊNCIA DIDÁTICA- 1ª SEMANA- TRABALHANDO O NOME

SEQUÊNCIA DIDÁTICA-TRABALHANDO O NOME

TEMPO -1 SEMANA
PÚBLICO ALVO-ALUNOS DO 1º AO 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

1º DIA-

ACOLHIDA
1º MOMENTO-DINÂMICA DE APRESENTAÇÃO DOS NOMES- MÚSICA-OLÁ COMO VAI (Outra a sua escolha)
2º MOMENTO-LEITURA  DELEITE-SUGESTÃO (gente tem sobrenome; /Marcelo, Marmelo , Martelo) -debate com os alunos
3º MOMENTO-CONFECÇÃO DE CRACHÁS COM OS ALUNOS. Você vai precisar de : cartolina, pincel, fita adesiva transparente, tesoura, barbante, perfurador.

2º DIA- ACOLHIDA
1ºMOMENTO-BRINCADEIRA-MÚSICA DOS NOMES-(A canoa virou; oh! fulano onde estás? aqui estás ? eu estou aqui-2x, vou ficar-2x;
3º MOMENTO - Leitura deleite-nome da gente-Pedro Bandeira- debate com eles
4º MOMENTO-BINGO DOS NOIMES
5º MOMENTO- A HISTORIA DO NOME -DEVER DE CASA-PESQUISA DA HISTÓRIA DONOME COM OS PAIS OU RESPONSÁVEIS.

3º DIA - ACOLHIDA
1º MOMENTO-MÚSICA- como é bom amar fulano como é bom-2x, segunda, terça , quarta, quinta, sexta, sábado e domingo? como é bom amar fulano como é bom.
2º MOMENTO- LEITURA DELEITE- debate com os alunos
3º MOMENTO- Socialização da história dos nomes
4º MOMENTO-Acróstico dos nomes
5º MOMENTO-BRINCADEIRA- A baratinha voou.
DEVER DE CASA-

4ª DIA - ACOLHIDA
MÚSICA -Bom dia, bom dia; outra que já aprenderam sobre o nome.
LEITURA DELEITE- Debate com os alunos
Brincadeira da caixa com o espelho dentro-trabalhar a autoestima fala:
Além do nome existem outras características eu nos identificam-cor dos olhos, cabelo, etc.
Deixar que cada um descubra  o quanto é importante.
EU SOU ASSIM: DESENHAR O AUTO-RETRATO COM ELES .  o professor poderá levar emborrachado picado, papel laminado, tecido, fitinhas, bicos, para eles construírem seu auto- retrato.
Se o professor achar melhor pode construir texto com as características deles. Depois embaraça os textos para que os alunos descubram de quem se trata.

5ª DIA—ACOLHIDA
MÚSICA- trabalhada anteriormente
LEITURA DELEITE- debate com os alunos
DESAFIO- fazer um desafio a partir do nome de cada um: cada aluno terá que escrever ou falar o maior número de palavras que tenham o som do seu nome. EXEMPLO: ANA= BANANA, BACANA, CANA, HAVAIANA.
Depois vão ver se na sala tem alguém que tenha o nome que inicia com a mesma letra do seu nome; nomes iguais ou parecidos; que sílabas se repetem no nome dos colegas, brincar trocando as letras dos nomes. EXEMPLO:MARINA- TROCA O M PELO K E FICA KARINA; EVA-IVA;

Fazer um ditado com o nome dos colegas; ver os nomes que tem a mesma quantidade letras; montar o nome como alfabeto móvel, etc.

BRINCADEIRA- A dança das cadeiras



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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

HISTÓRIAS OU ESTÓRIAS

Algumas palavras da língua portuguesa são responsáveis por dúvidas frequentes, mas duas delas apresentam um aspecto curioso e, por isso, nem sempre sabemos como empregá-las corretamente: história e estória. Você sabe a diferença existente entre elas? Qual a forma correta?  História ou estória?
Pois bem, as duas grafias existem e antigamente havia uma diferença significativa entre elas. A palavra estória é muito antiga na língua portuguesa, acredita-se que tenha surgido no século XIII. Empregava-se a forma estória quando a intenção era se referir às narrativas populares ou tradicionais não verdadeiras, ou seja, ficcionais. Já a palavra história era utilizada em outro contexto, quando a intenção era se referir à História como ciência, ou seja, a história factual, baseada em acontecimentos reais.
A palavra estória é considerada um tipo de arcaísmo, isto é, aquelas palavras que, por serem muito antigas, quase não usamos mais. Ela era utilizada quando ainda não havia uma grafia uniformizada para as nossas palavras, mas, em 1943, com a vigência do nosso sistema gráfico, a Academia Brasileira de Letras entendeu que não deveria mais haver diferenças entre história e estória e que a palavra história deveria ser empregada em qualquer situação, seja para nomear narrativas ficcionais ou reais. Observe os exemplos:
A mãe contou uma história para o filho dormir.
Os amigos adoram contar histórias de pescador.
(Antigamente, a forma correta a ser empregada nos exemplos era estória).
Os alunos irão aprender sobre a história da Língua Portuguesa.
A turma ouviu atenta a história da vida de Machado de Assis.
Viu só? Agora que você já sabe qual é a maneira correta, não precisa mais ficar na dúvida, pode usar história com h em qualquer situação!

Por Luana Castro
Graduada em Letras
fonte: escolakids.uol.br