segunda-feira, 3 de abril de 2017

A História da Páscoa - Um filme incrivelmente emocionante e apaixonante.

Plano de Aula para a Páscoa cristã - Muitas atividades!

 Páscoa é, antes de qualquer outra coisa, passagem da morte para a vida. É Ressurreição, alegria. O mestre renasceu, venceu a morte e por isso, estamos felizes. Essa alegria da Páscoa deve ser a essência das comemorações, durante toda a semana.

   Elaborei o plano de aula ou de atividades abaixo,  pensando numa comemoração tradicionalmente cristã, ou seja, que leve em consideração o relato bíblico do significado da Páscoa ou "a verdadeira história da Páscoa".


Plano de Atividades

"A verdadeira história da páscoa"
(Desenvolvimento: Profª Elizabeth Cavalcante)







Objetivos: Permitir que os pequenos conheçam a verdadeira história da Páscoa e seu significado.

Trazer à memória a alegria da ressurreição de jesus.

Conhecer os símbolos da páscoa;

Comemorar a Páscoa com os amigos, identificando o seu real significado e partilhando da alegriada ressurreição e de toda a simbologia verdadeira da festa.

Atividades e Recursos: 

Vídeo, música, atividades impressas, confecção de painel ou mural, recorte e colagem, confecção de lembrancinha utilizando técnicas de reciclagem, pintura, 


Sugestões de Atividades a serem desenvolvidas


    As atividades abaixo são sugestões para serem realizadas na Semana da páscoa. Elas não precisam ser realizadas nesta ordem, necessariamente e o professor deve organizá-las de acordo com o seu plano de trabalho.


1. Vamos assistir a um vídeo a História da Páscoa que fala da verdadeira história da Páscoa. O vídeo foi feito pela Voa Flor. voc~epode encontrarnesse blog ou no you tube
 



***Passe o vídeo para os alunos e deixe que comentem, que falem o que trazem, o que pensam, o que conhecem sobre a verdadeira história e a que conclusões chegaram após assistir ao vídeo.


2. Desenho Livre - Expressando a Páscoa: desenhar livremente o que significa a Páscoa para ele. Se algum aluno desenhar coelhinhos e chocolate, permita que deixe assim, afinal nossa intenção é que se expresse.


3. Texto sobre a Páscoa: o texto pode ser entregue já impresso aos alunos, evitando o desgaste da cópia.








*** Conversar sobre o texto, falar sobre o texto com eles, deixar que se expressem livemente.

4. Jogral; o verdadeiro sentido da Páscoa - Ensaiar as falas com os alunos. Eles podem estar caracterizados e o jogral pode ser apresentado para todas as turmas, num auditório. Isto valoriza o trabalho deles. Os cartazes do Alfabeto verdadeiro Sentido da páscoa podem ser a base para um bom jogral.











5. Por que o cordeiro é um símbolo da Páscoa? Vamos ler o texto e realizar uma atividade?

http://2.bp.blogspot.com/-4q_sm0UpCxE/USlSZYy9uiI/AAAAAAAArmw/He6ECIgbJvM/s1600/pascoa-texto-ovelha-cordeiro.jpg

Atividade: montar o cordeiro com rolinho de papel: veja o molde abaixo:




Porém, clicando aqui você poderá ver muitas sugestões de atividades com ovelhinhas e cordeiros!



6. Quebra-cabeças dos símbolos da páscoa; os alunos podem colorir, colar sobre papel firme e depois podem montar.8. Que tal montar um mural ou painel de páscoa junto com a turma? Deixo dois modelos abaixo, mas você pode usar o que tiver ou preferir. Os alunos podem pintar com guache e pincel, podem fazer com mosaico, recortes de revista bem pequeninos e colagem, podem usar colagem com algodão na ovelhinha, deixe que façam, que criem. É bonito um painel em eva, maravilhoso. Porém, pense em como irão se sentir diante de algo que fizeram com suas próprias mãos? Isto fará bem para a auto-estima deles!


Ovelhinha - Clique aqui para baixar ampliado!



Cruz Páscoa - Clique para baixar ampliado!


Trenzinho  com crianças - Clique para baixar ampliado!


7. Vamos encenar o julgamento de Jesus? É uma atividade a ser feita por turmas de faixa etária maior. Os alunos vestidos a caráter, um local apropriado, com uma mesa para o júri, a cadeira do réu, etc.

Personagens:

Jesus - réu
Pilatos, povo, Barrabás, guardas, sacerdotes,


Descrevo a cena abaixo, adaptando detalhes, para que as crianças possam apresentar. Você pode fazer as modificações que desejar. (Marcos 15)

Jesus está ferido e sangrando.
Ele é levado até Pilatos.

E Pilatos pergunta:
__Tu és o Rei dos judeus?

Jesus: __Tu o dizes.

Os sacerdotes falam alto, acusando jesus: Ele se diz o cristo, se diz filho de deus! Ele blasfema! Ele ri de todos nós!!

E Jesus continua em silêncio.

Pilatos: __Nada respondes? Ouves tudo quanto dizem de ti?

Jesus permanece em silêncio.
A multidão grita, se agita: Soltem barrabás!!!!
e Pilatos pergunta; E o que quereis que eu faça a jesus?
__Crucifica-o!!!!
E Pilatos diz à multidão:
___Mas que mal fez ele?
E gritam ainda mais alto, pedindo que crucifiquem Jesus.
Então Pilatos solta a Barrabás e Jesus segue, sendo açoitado.
Um dos alunos pode ler uma sentença; Crucificação  e açoites.
Colocam uma coroa de espinhos em sua cabeça, Jesus sai, levado e empurrado pelos guardas enquanto a multidão grita:
__Salve, rei dos judeus!!
***

8. Que tal montar um mural com dobraduras dos símbolos da páscoa? Você pode encontrar passo a passoclicando aqui.12. Que tal deixar que criem poesias sobre a Páscoa? trabalhar rimas é uma atividade prazerosa e ao mesmo tempo amplamente educativa.

9. Para fazer colagem com algodão:
http://1.bp.blogspot.com/-P4QvUFOuX0k/Th5Z5QBkPBI/AAAAAAAAFgs/lh4Nq8z9uO4/s1600/atividade+s%25C3%25ADmbolos+da+p%25C3%25A1scoa+%252811%2529.jpg


10. Acróstico de páscoa: uma ótima idéia! Deixe que escrevam, criem, a partie das iniciais PÁSCOA.

11. Trabalhando com receita: Vamos fazer brigadeiro? A receita pode ser dada impressa ou em texto lacunado para preencherem. O professor pode pedir que dobrem a receita e assim precisarão fazer cálculos.  Em seguida, mãos a obra! Vamos fazer brigadeiro? Você pode pedir que eles usem encartes de supermercado, recortem os ingredientes e colem no caderno, fazendo o cálculo geral de quanto irão gastar para fazer brigadeiros.
http://1.bp.blogspot.com/-iTT0bORu5FU/USlebXvircI/AAAAAAAArr0/RtYh2XfpRLo/s400/receita-brigadeiro-texto-pascoa.jpg

12. Vamos colorir ou fazer colagem?


13. Vamos montar uma caixinha de ovelhinha? Podemos colocar nosso brigadeiro dentro e ofertar a um amigo! Neste momento, cada um faz a caixinha e coloca dentro um brigadeiro que fez junto com a turma. Vada um oferece a um amigo a lembrancinha. É preciso estar atento e organizar  quem entregará a quem, para que ninguem fique sem a lembrancinha.


 14. Vamos fazer recorte e colagem? Jesus morreu mas ressuscitou!


15. E agora, cálculos utilizando encartes de supermercado! Os alunos irão às compras, eles precisam comprar os ingredientes para a Ceia de Páscoa! Mas cada um deles recebe um valor, em notas de mentirinha. E a missão é fazer com que aquele dinheiro dê para comprar, apresentando os cálculos que foram feitos!!

Neste dia peça para cada aluno trazer encartes de supermercados!

A lista de compras é uma só pra toda a classe;

Pão, vinho, copos descartáveis, guardanapos, pratos descartáveis, vela, fósforo.

16. Montar a ceia com a turma: Agora, que tal montar com a turma a mesa da Ceia? Ela pode conter o pão e o vinho, os alimentos simbólicos e também outros alimentos, para que, enfim, se faça uma festa! Afinal, estamos celebrando a vida!!! Cada aluno pode trazer um prato anteriormente especificado pelo professor!

Espero que tenham gostado das sugestões. Fiquem a vontade para adaptar cada uma delas à realidade de sua turma.

Um abraço tamanho do mundo para todos os que sempre estão nos prestigiando com sua presença e carinho!!

Obrigada pelos recadinhos e mensagens e perdoem se às vezes não consigo responder a todos imediatamente.

Amigos queridos, quem copiar esta postagem, dê os créditos.

Planejamento de páscoa desenvolvido por Liza, do Espaçoeducar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

TEXTOS RELACIONADOS A TEMÁTICA-NOME


 NOME DA GENTE

EU NÃO GOSTO DO MEU NOME
NÃO FUI EU QUEM ESCOLHEU.
EU NÃO SEI PORQUE SE METEM
COM UM NOME QUE É SO MEU.

O NENÊ QUE VAI NASCER
VAI CHAMAR COMO O PADRINHO
VAI CHAMAR COMO O VOVÔ
MAS NINGUÉM VAI PERGUNTAR
O QUE PENSA O COITADINHO.

FOI MEU PAI QUEM DECIDIU
QUE O MEU NOME FOSSE AQUELE
ISSO SO SERIA JUSTO
SE EU ESCOLHESSE O NOME DELE.

QUANDO EU TIVER UM FILHO
NÃO VOU POR NOME NENHUM
QUANDO ELE FOR BEM GRANDE
ELE QUE PROCURE UM.
(PedroBandeira)


Gente Tem Sobrenome
Toquinho
Todas as coisas têm nome
Casa, janela e jardim

Coisas não têm sobrenome
Mas a gente sim

Todas as flores têm nome
Rosa, camélia e jasmim
Flores não têm sobrenome
Mas a gente sim

O Chico é Buarque, Caetano é Veloso
O Ari foi Barroso também
E tem os que são Jorge, tem o Jorge Amado
Tem outro que é o Jorge Ben

Quem tem apelido, Dedé, Zacarias
Mussum e a Fafá de Belém
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também

Todo brinquedo tem nome
Bola, boneca e patins
Brinquedos não têm sobrenome
Mas a gente sim

Coisas gostosas têm nome
Bolo, mingau e pudim
Doces não têm sobrenome
Mas a gente sim

Renato é Aragão, o que faz confusão
Carlitos é o Charles Chaplin
E tem o Vinícius, que era de Moraes
E o Tom Brasileiro é Jobim

Quem tem apelido, Zico, Maguila
Xuxa, Pelé e He-man
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também

MARCELO, MARMELO, MARTELO.

Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
- Papai, por que é que a chuva?
-Mamãe, por que é que o mar não derrama?
- Vovó, por que é que o cachorro tem quatro pernas?
As pessoas grandes às vezes respondiam. Às vezes, não sabiam como responder.
-Ah, Marcelo, sei lá...
Uma vez, Marcelo cismou com o nome das coisas:
- Mamãe, por que é que eu me chamo Marcelo?
- Ora, Marcelo foi o nome que eu e seu pai escolhemos.
- E por que é que não escolheram martelo?
-Ah, meu filho, martelo não é nome de gente! É nome de ferramenta...
- Por que é que não escolheram marmelo?
 - Porque marmelo é nome de fruta, menino!
- E a fruta não podia chamar Marcelo, e eu chamar marmelo?
No dia seguinte, lá vinha ele outra vez:
- Papai, por que é que mesa chama mesa?
- Ah, Marcelo, vem do latim.
- Puxa, papai, do latim? E latim é língua de cachorro?
- Não, Marcelo, latim é uma língua muito antiga.
- E por que é que esse tal de latim não botou na mesa nome de cadeira, na cadeira nome de parede, e na parede nome de bacalhau?
-Ai, meu Deus, este menino me deixa louco!
Daí a alguns dias, Marcelo estava jogando futebol com o pai:
-Sabe, papai, eu acho que o tal de latim botou nome errado nas coisas. Por exemplo, por que é que bola chama bola?
- Não sei, Marcelo, acho que bola lembra uma coisa redonda, não lembra?
-Lembra, sim, mas ... e bolo?
- Bolo também é redondo, não é?
- Ah, essa não! Mamãe vive fazendo bolo quadrado...
O pai de Marcelo ficou atrapalhado.

E Marcelo continuou pensando:
“Pois é, esta tudo errado! Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é a mulher do bolo? E bule? E belo? E Bala? Eu acho que as coisas deviam ter o nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também, agora, eu só vou falar assim”.
 Logo de manhã, Marcelo começou a falar sua nova língua:
- Mamãe, quer me passar o mexedor?
- Mexedor? Que é isso?
- Mexedorzinho, de mexer café.
- Ah, colherinha, você quer dizer.
- Papai, me dá o suco de vaca?
- Que é isso menino?
- Suco de vaca, ora! Que está no suco-da-vaqueira.
- Isso é leite, Marcelo. Quem é que entende este menino

O pai de Marcelo resolveu conversar com ele:
- Marcelo, todas as coisas têm um nome. E todo mundo tem que chamar pelo mesmo nome porque, senão, ninguém se entende...
- Não acho, papai. Por que é que eu não posso inventar o nome das coisas?
 - Deixe de bobagens, menino! Que coisa mais feia!
- Esta vendo como você entendeu, papai? Como é que você sabe que eu disse um nome feio?
O pai de Marcelo suspirou:
- Vá brincar, filho, tenho muito que fazer...
Mas Marcelo continuava não entendendo a história dos nomes. E resolveu continuar a falar, à sua moda. Chegava em casa e dizia:
- Bom solário pra todos...
O pai e a mãe de Marcelo se olhavam e não diziam nada. E Marcelo continuava inventando:
Sabem o que eu vi na rua? Um puxadeiro puxando uma carregadeira. Depois, o puxadeiro fugiu e o possuidor ficou danado.

A mãe de Marcelo já estava ficando preocupada. Conversou com o pai:
- Sabe, João, eu estou muito preocupada com o Marcelo, com essa mania de inventar nomes para as coisas... Já pensou, quando começarem as aulas? Esse menino vai dar trabalho...
- Que nada, Laura! Isso é uma fase que passa. Coisa de criança...
 Mas estava custando a passar...
Quando vinham visitas, era um caso sério. Marcelo só cumprimentava dizendo:
- Bom solário, bom lunário... – que era como ele chamava o dia e a noite.
E os pais de Marcelo morriam de vergonha das visitas.
 Até que um dia...
O cachorro do Marcelo, o Godofredo, tinha uma linda casinha de madeira que
Seu João tinha feito para ele. E Marcelo só chamava a casinha de moradeira, e o cachorro de Latildo.
E aconteceu que a casa do Godofredo pegou fogo. Alguém jogou uma ponta de cigarro pela grade, e foi aquele desastre!
 Marcelo entrou em casa correndo.
- Papai, papai, embrasou a moradeira do Latildo!
O quê, menino? Não estou entendendo nada!
 - A moradeira, papai, embrasou...
- Eu não sei o que é isso, Marcelo. Fala, direito!
- Embrasou tudo, papai, está uma branqueira danada!
Seu João percebia a aflição do filho, mas não entendia nada...
Quando seu João chegou a entender do que Marcelo estava falando, já era tarde.
A casinha estava toda queimada. Era um montão de brasas.
O Godofredo gania baixinho...
E Marcelo, desapontadíssimo, disse para o pai:
- Gente grande não entende nada, mesmo!
 Então a mãe do Marcelo olhou pro pai do Marcelo.
E o pai do Marcelo olho pra mãe do Marcelo.
E o pai do Marcelo falou:
- Não fique triste, meu filho. A gente faz uma moradeira nova pro Latildo.
E a mãe do Marcelo disse:
É sim! Toda branquinha, com a entradeira na frente e um cobridor bem vermelhinho...
 E agora, naquela família, todo mundo se entende muito bem.
O pai e a mãe do Marcelo não aprenderam a falar como ele, mas fazem força pra entender o que ele fala.
E nem estão se incomodando com o que as visitas pensam...
 ROCHA, Ruth. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. Rio de Janeiro: Salamandra consultoria Editorial S.A, 1976.