terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ALFABETIZAÇÃO

Alfabeto em versos - Vogais




Organizar a rotina da alfabetização


Antes de receber a turma de alfabetização, o professor deve planejar que atividades vão proporcionar o contato sistemático e significativo com práticas de leitura e de escrita



Aos 5 ou 6 anos de idade, as crianças percebem mais claramente que existem outras formas de representar o mundo sem ser por meio de desenhos cheios de traços e cor. Descobrem, enfim, a presença e a importância da escrita, que permite a todos comunicar ideias e opiniões por meio, por exemplo, de cartas, bilhetes, notícias e poemas. Mas, para que cada um dos pequenos dê esse grande salto no aprendizado, é preciso que a atuação do professor no Ensino Fundamental de nove anos esteja ajustada a esse propósito. 

O passo inicial é definir com antecedência as atividades que vão fazer do ano letivo um encadeamento de descobertas, cada uma delas mais desafiante que a outra. "O educador precisa ter uma visão geral do trabalho para prever em que ritmo as propostas de leitura e escrita vão se aprofundar ao longo do período", explica a professora argentina Mirta Torres, especialista em didática da leitura e da escrita.

Segundo Mirta, nesse planejamento é importante considerar que cada criança já está em processo de alfabetização. "Antes de irem para a escola, os pequenos tiveram contato com práticas de leitura e de escrita, com maior ou menor grau de espontaneidade, ao escutar os pais lerem histórias, ao folhearem livros ou ao verem adultos e outras crianças escreverem", pontua. O que muda é que na escola esse processo passa a ser intencional e sistemático, ganhando sentido e contando com a participação ativa de cada estudante.

Para chegar ao detalhamento da rotina semanal de uma classe de 1º ano, o educador precisa ter clareza de que itens devem ser combinados e com que regularidade devem ser praticados para permitir às crianças entender em que situações se lê e se escreve, para que se lê e se escreve e quem lê e escreve. "E não é necessário ter sempre novidades programadas. A continuidade dá segurança aos alunos e, associada à diversidade de assuntos, amplia o repertório deles", explica Debora Samori, pedagoga e formadora de professores do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac). Um planejamento acertado contempla três tipos de atividade. 
1. Atividades permanentes 

São essenciais para o processo de alfabetização. Por isso, devem ser praticadas diariamente ou com periodicidade definida e em horário destinado exclusivamente a elas. Incluem: 

1. A leitura pelo professor, feita diariamente, em voz alta, caprichando na entonação para aumentar o interesse e tomando cuidado para variar os gêneros durante o ano: contos, cartas, notícias, poemas etc. 

2. A leitura pelos alunos, feita em dias alternados com atividades de escrita, sempre tendo como objeto textos que eles conheçam de cor, como cantigas, parlendas, trava-línguas, textos informativos etc. 

3. A escrita pelas crianças, feita em dias alternados com atividades de leitura, tendo como objeto a produção de listas de nomes de colegas, de frutas, de brinquedos etc., que podem ser escritas pelos estudantes com lápis e papel ou com letras móveis. 

4. A produção de texto oral com destino escrito, feita em dias alternados com atividades de leitura, quando os alunos criam oralmente um texto e o ditam para o professor, trabalhando o comportamento escritor. 

2. Sequências de atividades 

São organizadas para atingir diversos objetivos didáticos relacionados ao ensino e à aprendizagem da leitura e da escrita. Necessariamente apresentam um nível progressivo de desafios. A duração varia de acordo com o conteúdo eleito. Pode levar dois meses ou chegar a quatro, sendo praticada duas ou três vezes por semana. Visam levar as crianças a construir comportamentos leitores associados a propósitos como ler para aprender, ler para comparar diferentes versões de uma mesma obra e ler para conhecer diversas obras de um mesmo gênero. Em um bimestre, pode ter como objetivo trabalhar a leitura de contos de autores variados. Em outro, pode eleger a leitura de seções de jornal para que a turma se habitue a outro tipo de texto. 
3. Projetos didáticos 

São formas de organização dos conteúdos escolares que contribuem para a aprendizagem da leitura e da escrita ao articular objetivos didáticos e objetivos comunicativos. A sequência de ações de um projeto culmina na elaboração de um produto final (um livro de receitas saudáveis para as merendeiras da escola, uma gravação em CD ou fita cassete com a leitura de poesias para alunos de Educação de Jovens e Adultos, um jornal de bairro a ser distribuído para a comunidade etc.). Pode durar todo um semestre e ter ou não conexão com o projeto didático proposto para o segundo semestre. No primeiro, por exemplo, os alunos ouvem a leitura de poesias e decidem quais farão parte de um livro escrito pelo professor (que atua como escriba) e ilustrado por eles. A destinação da obra deve ficar clara. Pode ser o acervo de livros da professora, a biblioteca da escola, a família das crianças ou colegas de outra turma. No segundo semestre, uma proposta poderia ser a leitura pelos alunos de poesias que sabem de memória para depois serem declamadas em público em um sarau organizado por eles, reunindo os pais, os estudantes e a comunidade.

Avaliar sempre

Com base nas atividades essenciais e a frequência com que devem ser realizadas, o professor pode fazer uma programação detalhada do que vai trabalhar durante o ano (veja um exemplo no quadro abaixo). Após essa distribuição, é possível fazer agendas de 15 ou até 30 dias de aulas, dia após dia, de segunda a sexta-feira. Essa é uma etapa de grande importância no planejamento. Nela, os projetos didáticos e as sequências de atividades também são elaborados em detalhes, definindo-se justificativas, tempos de duração, materiais necessários, aprendizagens desejáveis e desenvolvimento passo a passo. 

Colocar tudo no papel faz pensar na forma de realização das atividades, além de antecipar a necessidade de separação ou de compra de materiais: que livros devo ter à mão para ler aos alunos? Quais voltarei a ler ao longo do ano? Quais devo ter em maior quantidade para permitir que todos acompanhem a leitura? Como escreveremos a lista de nomes dos alunos? Como eles vão se apresentar à turma? 

Outro cuidado importante é, logo nas primeiras atividades, identificar que habilidades, conhecimentos e dificuldades cada aluno traz de suas experiências de vida, seja em casa, seja na escola. "Esse é o momento de observar, tomar nota e refletir sobre a atuação de cada um em tarefas coletivas, em atividades realizadas em duplas ou trios e em momentos de trabalhos individuais, o que permitirá acompanhar a evolução dela no ano", orienta a pedagoga Debora Samori. 

A classe pode ter crianças em diferentes níveis de conhecimento em relação à escrita. O professor não deve encarar isso como um problema. Cada aluno é importante e traz características que devem ser identificadas e aproveitadas. A orientação é ajustar o foco, pensar nas possibilidades de interação e troca e seguir em frente com o trabalho. 

Há uma infinidade de descobertas a serem feitas por seus futuros leitores e escritores, e eles vão precisar de muitos desafios para dizer o que pensam e compreender o que leem.


Fonte: Nova Escola

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

   PRÊMIOS OBMEP 2011
Para os estudantes Letícia e Marcos a OBMEP oferecerá um curso de Iniciação Científica Jr. Essa bolsa é do CNPq. Seu valor é em torno de R$ 100,00, mas o que importa não é exatamente isso e sim a bagagem de conhecimento que esse curso trará para essas crianças, além de um currículo bastante considerável. O curso de Iniciação Científica Jr. será realizado na UERN e os dois terão a oportunidade de estudar matemática de alto nível. Criptografia, Geometria Fractal, Teoria dos números e etc. serão assuntos abordados nesse curso.

Como Letícia conseguiu a medalha de ouro, ela vai ter o privilégio de voar com seus pais para o Rio de Janeiro e receber das mãos da presidente Dilma a medalha de ouro, juntamente com os outros ganhadores.

Parabéns!
Uma conquista de nível nacional e vendo nossos alunos sendo os melhores do nosso Estado me deixe bastante emocionado. Não tenho palavras para descrever esse momento.


Escola Estadual Jose Calazans Freire e A Escola Estadual prof Alfredo Simonetti 

Parabenizam seus Medalhistas OBMEP 2011

Letícia Alves Balbino - Filha de Francisco Balbino e Marta Alves
 Escola  Calazans Freire 2011



Marcos Alexandre Gondim Oliveira - Filho de Alcione e Mércia
aluno da Escola Alfredo Simonetti 2011

Esses são os primeiros medalhista de ouro e prata de Upanema e se destaram como os melhores do Rio Grande do Norte em seus níveis.

Apenas um estudante conseguiu a Medalha de ouro no nosso Estado e essa é  Letícia Alves Balbino.
Marcos ficou em primeiro lugar como medalhista de prata no rio Grande do Norte .

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Literatura nas férias.

 

É através da leitura que as pessoas têm oportunidade de aprender a pensar e até a sonhar. A pessoa que desenvolve o gosto pela leitura está abrindo uma grande porta para experiências de vida onde a criação do autor pode ser desfrutada a qualquer hora, em qualquer lugar e quantas vezes quiser. Esta criação é compartilhada através do tempo e se torna imortal.

A leitura dá acesso ao conhecimento. Muitos assuntos importantes são abordados através da linguagem lúdica das histórias infantis.

Este mesmo encantamento ocorre com as crianças ao ler ou ouvir uma história. Quando a criança se identifica com a mensagem transmitida por uma história, ela a escuta inúmeras vezes com a mesma atenção e interesse.

O contar histórias exerce uma magia no indivíduo estimulando-o a ler. Este estímulo o colocará em contato com diversos gêneros de leitura como os contos, crônicas, fábulas, lendas, parábolas, poemas, prosas e outros estimulando o gosto pela leitura em sua vida, propiciando-o ser um multiplicador de conteúdos.

Saber contar histórias é ter criatividade para dar vida aos personagens. É criar um ambiente de encantamento, de suspense ou mesmo de emoção. É fazer a pessoa viajar através das palavras e se sentir parte da história. O ser humano sempre adorou contar histórias. O hábito de contar histórias, de contar lendas, é milenar tendo origem antes mesmo da escrita a qual eram passadas de geração para geração através da fala onde cada um dava seu toque pessoal.

O conto de fadas, desde os seus primórdios, e sabe-se que “Cinderela” já era contada na China no século IX d.C, teve sempre a preocupação de enfatizar a discriminação social, a luta pelo poder, o “conseguir” num “vale tudo”, bem como a presença da maldade, dos maus tratos aos frágeis como crianças e menos afortunados, em suas buscas incansáveis e na solidão do abandono e da rejeição.

Mas também atravessou séculos exaltando valores essenciais ao ser humano como o amor, a solidariedade, a justiça, a compreensão e o bem como vencedor.

A linguagem simbólica que envolve personagens e enredos acaba agindo no inconsciente das crianças vindo a auxiliar na resolução de conflitos internos tão normais na infância. O maniqueísmo envolvendo os personagens, tanto para o bem quanto para o mal, facilita a compreensão da criança no que diz respeito aos valores básicos para uma vida equilibrada em sociedade.

A intenção é justamente esta, de levar a criança a se identificar com o herói que é bom. Este sentimento trará uma sensação de segurança e proteção contribuindo para que a criança adquira o equilíbrio quando adulto.

As histórias infantis tiveram sempre por finalidade a união do lúdico com o pedagógico.

Existem muitos recursos que ao serem utilizados nas aulas de literatura, roda de leitura e outros, facilitam a imaginação criadora do aluno resultando diretamente na produção de texto. Um destes recursos é a teatralização o qual jogar com a voz faz imaginar a presença de diferentes personagens; alterá-la diante dos diversos estados emocionais provoca a sensação de tristeza, de dor ou de alegria. Os gestos caracterizam cada personagem. O fundo musical, o cenário, os efeitos sonoros e muitos outros atributos podem ser usados na representação de uma história literária. Enfim, todos os recursos são válidos para que se desenvolva na criança o gosto pela leitura. E se o adulto ainda não o desenvolveu, sempre é tempo.

Aproveite as férias para criar o momento da história com seus filhos. Vocês podem contar e eles também. Vai ser muito divertido!

Seus filhos estão na pré-adolescência? Ótima oportunidade de compartilhar leitura. Já imaginou que delícia pais e filhos lerem, ao mesmo tempo, o mesmo livro? Que sintonia! Quanta troca poderá haver no comentar e discutir o livro? Eu já realizei esta experiência com meus filhos e posso dizer que foi muito gostoso e enriquecedor

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Férias na casa da vovó



Que os pais (pai e mãe) trabalham fora é uma realidade e que os filhos normalmente passam o dia inteiro na escola com atividades diferenciadas além do curso regular também faz parte da vivência da maioria das famílias brasileiras. E como resolver onde os filhos ficarão nas férias quando os pais não conseguem conciliar suas férias do trabalho com as escolares. Sendo bem otimista, pelo menos 50% dos pais não conseguem coincidir.
Assim sendo, uma boa opção é a casa dos avós. Os avós que levam uma vida pacata e cheia de rotina nada melhor do que a vinda dos netos para encher a casa de alegria. Os avós esperam muito por esta oportunidade, principalmente, se moram  em cidade diferente da dos netos.
Nos primeiros dias os pais sentem um aperto no coração por saber que os filhos estão distantes, porém devem aproveitar a oportunidade para curtir a “vida a dois” momento raro, praticamente inexistente, quando se tem filho.
A certeza de que os filhos estão sendo muito bem tratados e eles estão tendo a oportunidade de aproveitar a presença dos avós (não há nada mais gostoso do que a casa, o colo, os quitutes da avó) dá uma sensação de conforto.
Porém, alguns combinados devem ser seguidos (e lá venho eu com os combinados):
No período de férias a rotina deve ser amenizada, porém alguns limites devem ser indicados para que eles não tenham a sensação de que podem tudo na casa da vovó.
O caminhar junto (comportamento dos pais e comportamento dos avós)  é muito importante, principalmente, para o momento do retorno das férias.
A tão famosa frase “os pais educam e os avós deseducam” não deve ser colocada em prática, pois “Quem Ama, Educa”, já diz Içami Tiba, seja pai, mãe, avô, avó, tio, tia….
 Sugestão do que e como deve ficar combinado:
Até pode, mas com moderação:
- comer guloseimas
- deitar fora do horário
- andar descalço
- tomar banho só na hora de ir dormir
- brincar com lama
- ficar na piscina
- não comer arroz e feijão (os meus tinham este trato de não comer nas férias rsss)

Não pode de jeito algum:
- assistir programas de adultos na televisão
- comer só guloseimas
- ficar sem passar protetor solar
- ficar na piscina das 12h às 14h embaixo de Sol forte
- esquecer as regras de boa educação
- fazer birra
- brigar com os irmãos ou primos
E tantas outras regras que são particulares de cada família.
Vale a pena a experiência. É bom para os avós que terão a oportunidade de aproveitar os netinhos, é bom para os netos que terão a oportunidade de serem “paparicados” pelos avós e é bom para o casal que precisa de um tempo para dedicar-se um ao outro.
Então, boas férias!